Você possui dúvidas sobre o financiamento de imóveis? Então esta postagem é para você!

Caso suas dúvidas sejam sobre os primeiros passos para a compra do seu imóvel, veja este link. E se as suas dúvidas forem sobre a documentação necessária para este tipo de compra, acesse este link.

Agora que você já sabe onde vai morar e todos os documentos e taxas necessárias para que isso aconteça, vamos falar sobre as formas de pagamento disponíveis.

As opções são muitas e vemos tanta informação por aí que não podemos ficar confusos. Porém, fique tranquilo. Vamos destrinchar todos os detalhes sobre financiamento de imóveis nas próximas linhas!

À Vista

Esta é a opção mais tranquila e rápida. Além, é claro, de ser a que mais garante descontos e condições especiais. Portanto, se você tem uma boa quantidade de dinheiro guardada, pense em usá-la.

Financiamentos

As opções de financiamento de imóveis são muitas! E sabendo escolher de forma precisa, fica mais fácil se aproximar do sonho da casa própria. E o que é, exatamente, um financiamento de imóveis?

É uma linha de crédito de longo prazo, oferecida por instituições financeiras, bancos públicos ou privados, destinada a aquisição de imóveis novos ou usados, na planta, em construção ou até mesmo lotes para fins habitacionais para qualquer pessoa ou de comércio para qualquer pessoa que seja maior de 18 anos, sem restrição ao crédito e com capacidade financeira de pagamento.

Você sabe qual é o melhor tipo de financiamento para você?

Financiamento de Imóveis: como funciona?

O financiamento de imóveis funciona de forma mais simples do que se imagina. Assim que é aprovado, a instituição financeira ou banco paga ao vendedor do imóvel o valor financiado, podendo ser total ou parcial.

Após isso, o comprador deve pagar ao banco, de forma parcelada, as quantias necessárias até quitar todo o crédito emprestado pela instituição financeira ou banco. Fique atento, pois as instituições financeiras não costumam financiar 100% do imóvel. Por isso, essa questão deverá ser negociada diretamente com o vendedor.

Para não ficar com dúvidas: desta forma, o comprador, além de ser reconhecido legalmente como dono do imóvel, também pode utilizar o bem.

E para começar o processo de financiamento de imóveis, é preciso atender a alguns pré-requisitos, como:

  • maioridade civil;
  • comprovação de renda suficiente (para indicar sua capacidade de quitação das futuras parcelas);
  • e não possuir nome incluído em órgãos de proteção ao crédito, como o SPC e SERASA.

Formas de pagamento

Após isso, você pode solicitar simulações de financiamento. Nesta etapa, você deverá realizar o máximo de simulações possíveis a fim de obter as melhores taxas e valores mais baixos nas parcelas. Depois compareça ao banco ou ao seu despachante e realize o cadastramento.

Será feita, então, a análise de crédito. Quando aprovada, será realizada a avaliação do imóvel (para verificar se está tudo certo e dentro do valor informado), e então, a assinatura do contrato.

Você seguirá pagando as parcelas, até o dia em que as quitará e deverá registrar o termo de quitação (emitido pelo banco, e que garante que você concluiu o contrato).

Hora de fazer as contas e verificar sobre os juros

Juros pré ou pós fixados?

Ao fazer o financiamento imobiliário, o cliente deverá escolher entre os juros pré-fixados ou pós-fixados.

Qual a diferença entre eles?

Estes termos são relacionados a correção monetária do financiamento, existindo, portanto, duas formas de calcular a taxa de juros que incidirá em seu parcelamento.

Juros pré-fixados

As taxas serão definidas previamente no contrato, ou seja, o comprador saberá exatamente a quantia que pagará em cada parcela.

Juros pós-fixados

Já nos juros pós-fixados, as taxas durante o contrato variam de acordo com os índices de inflação ou outro à ele vinculado.

FGTS

Você sabia que é possível utilizar o seu FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para complementar o financiamento do seu imóvel? Através dessa opção, o valor financiado poderá ser mais baixo e, consequentemente, as parcelas e o tempo de quitação também serão.

E como funciona?

O FGTS é um fundo de garantia adquirido por todo trabalhador de carteira assinada. No começo de todo mês, justamente com o salário, o empregador deposita um valor referente a 8% do salário em uma conta na Caixa Econômica Federal. Este valor é inteiramente do trabalhador, seu pagamento é obrigatório e não pode ser descontado do salário. Com isso, as quantias vão sendo somadas mês a mês e o trabalhador poderá sacar este montante apenas eventualmente, em casos de demissão ou problemas de saúde. Além disso, o trabalhador também poderá utilizar este dinheiro em financiamentos imobiliários.

Parte deste crédito é liberado para a entrada do imóvel ou então para amortizar o valor das parcelas. O valor é depositado diretamente na conta do vendedor, sem a necessidade de preocupação do comprador com esta quantia. Alguns requisitos, tanto da parte do compra-dor quanto do vendedor, precisam ser cumpridos.

Entre eles, podemos destacar:

O trabalhador deverá ter, no mínimo, 36 depósitos no fundo de garantia (ou seja, 3 anos de trabalho). Além disso, o comprador precisa ficar atento aos imóveis que já possui, para se ater aos critérios do financiamento e da instituição financeira escolhida. Para finalizar, o imóvel em questão deve se enquadrar nos termos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), ou seja, o valor não pode passar de R$ 1,5 milhão. E além disso, o uso do imóvel deve ser único e exclusivo para residência do comprador, que deve ser na cidade em que trabalha.

Para finalizar, o imóvel em questão deve se enquadrar nos termos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), ou seja, o valor não pode passar de R$ 1,5 milhão. E além disso, o uso do imóvel deve ser único e exclusivo para residência do comprador, que deve ser na cidade em que trabalha.

Amortização do valor do imóvel

Através do FGTS, você também pode amortizar o valor do seu financiamento! Assim, você pode quitar as dívidas em sua totalidade ou então parcialmente. Para isso, o contrato de financiamento deverá ser assinado no âmbito do SFH.

Para realizar a amortização você deverá procurar o banco responsável pelo financiamento. O gerente poderá te orientar em relação a qual a melhor forma para amortizar,seja através, das parcelas, prestações ou do contrato em si.

Para quem não está passando por muitos apertos financeiros, o mais indicado é antecipar parcelas. Isso porque, caso os juros sejam cobrados sobre o saldo devedor, se garante uma ótima economia ao eliminar essas taxas e ainda é possível diminuir o tempo de financiamento.

Porém, se você estiver passando por alguns problemas financeiros, o mais indicado é diminuir o valor das prestações. Neste caso, o tempo de financiamento não será diminuído, porém, é possível garantir uma “folga” nos gastos do mês. De qualquer forma, antes de tomar qualquer decisão, é importante estudar todo o cenário e as oportunidades.

Composição de renda

Além das opções acima, também é possível compor renda para o seu financiamento imobiliário. A composição de renda é definida pela associação entre dois ou mais compra-dores para adquirir um bem de valor.

Tradicionalmente, este método era permitido apenas para cônjuges, porém esta prática mudou e em alguns bancos, este financiamento é permitido para até três pessoas, que devem ter algum parentesco ou afinidade.

É importante destacar alguns detalhes: a análise de crédito é feita de forma individual e todos os participantes podem utilizar o FGTS para compor a entrada ou amortizar parcelas. O valor das prestações não poderá ultrapassar 30% de cada salário, porém esta porcentagem poderá ser acumulada. Desta forma, os valores das prestações poderão ser mais altos.

Ao optar pela composição de renda, muito cuidado! O participante deste financiamento será coproprietário deste imóvel, por isso, é imprescindível que se tenha harmonia e uma boa relação com esta pessoa.

Financiamento direto com a Construtora

Algumas construtoras também possuem financiamento próprio, o que pode viabilizar a compra do imóvel. Este processo costuma ser menos burocrático e mais flexível, e a negociação é bem parecida com a das instituições financeiras. Além disso, possui mais benefícios, como: condições facilitadas, negociação direta e planos mais atrativos. Não deixe de consultar a sua construtora sobre esta opção

O sonho do imóvel próprio está cada vez mais próximo!

Minha Casa Minha Vida

O programa Minha Casa Minha Vida é oferecido pelo governo e oferece condições atrativas para o financiamento de moradias nas áreas urbanas para famílias de baixa renda. O governo pode ajudar de três maneiras diferentes:

  • Pagando parte da entrada do imóvel, que deve ser novo.
  • Diminuindo consideravelmente o valor das taxas de juros
  • Barateando os valores de seguros embutidos nos financiamentos

Este programa, como já explicado antes, não é para todos.

Existem três faixas que são atendidas pelo governo.

FAIXA 1:

Renda mensal bruta até R$ 1.800,00.

Nesta faixa, o subsídio que o beneficiário tem direito pode ser até 90% custeado e, com isso, o pagamento será feito em até 120 parcelas de R$ 270,00 sem juros.

FAIXA 1,5:

Renda mensal bruta até R$ 2.600,00.

Já nesta faixa, os subsídios oferecidos são os de R$ 47.500,00 para financiamentos de imóveis com valor de até R$ 135.000,00 com 5% de taxas de juros anuais. Fatores como a localização do imóvel, renda e FGTS podem fazer diferença.

FAIXA 2

Renda mensal bruta entre R$ 2.600,00 e R$ 4.000,00.

Nesta faixa, são oferecidos subsídios de até R$ 29.000,00 e taxas de juros de 5% a 7% ao ano. E os fatores da faixa 1,5 também podem influenciar bastante na negociação.

FAIXA 3:

Renda mensal bruta acima de R$ 7.000,00 e até R$ 9.000,00.

E para finalizar, na última faixa são oferecidas taxas de juros de 8,16% a 9,16% ao ano. E os mesmos fatores já citados anterior-mente podem influenciar essa negociação.

Principais requisitos para participar do Minha Casa Minha Vida:

  • Não possuir imóveis;
  • Comprovar renda;
  • Não possuir restrições de crédito;
  • Não comprometer mais de 30% da renda mensal;
  • O imóvel deverá ser na mesma localidade da residência e trabalho;
  • O somatório de idade do proponente não poderá passar de 80 anos;
  • Não é permitido financiar o imóvel para fins de locação;
  • O imóvel não poderá ser vendido antes da quitação do financiamento.
Fique atento às condições para participar dos programas de financiamento

E como participar?

Existem duas maneiras de participar do programa, sendo elas:

  • Para famílias na Faixa 1, é preciso ir até a prefeitura da sua cidade (ou órgão responsável pelo sistema habitacional do município) e realizar a inscrição para o processo seletivo. Estes imóveis são construídos pelo Governo Federal e repassados às prefeituras para a entrega aos contemplados.
  • Para as famílias das Faixas 2 e 3 é possível escolher um imóvel que se enquadre nas condições do programa. Após isso, é preciso entregar a documentação necessária diretamente na instituição bancária para análise de concessão do subsídio.

Outro fator importante e que faz diferença na aprovação do financiamento do Minha Casa Minha Vida é já participar de outros pro-gramas oferecidos pelo governo, como o Bolsa Família

Gostou do texto? Esperamos que a gente tenha te ajudado a entender melhor um pouco sobre o financiamento de imóveis. O assunto parece um pouco complicado, mas saiba que nós estamos por aqui para ajudá-los sempre que precisarem!


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